Fadas e Bruxas

                Existia uma forte ligação entre as bruxas e as fadas, com uma crença das bruxas na superioridade destas. Afinal, elas entravam livremente nos montes das fadas e o demónio era considerado um “homem das fadas”, que oferecia ouro que logo se transformava em lixo. Os nomes das fadas e elfos tão comuns do nosso imaginário, Robin e Puck, eram nomes dados ao deus-demónio.

                As fadas não eram consideradas espíritos maus, e as bruxas adoravam as árvores onde estas viviam, com a ideia de que curariam doenças. Existiam três tipos de fadas: brancas, verdes ou negras; e a Rainha dos Elfos teria controlo sobre toda a bruxaria. Ainda hoje se podem encontrar os chamados “círculos de fada”, anéis escuros na vegetação. Na época seriam utilizados como lugares de dança.

                Estas fadas e elfos poderiam estar relacionadas com um povo primitivo de anões, que realmente existiu na Europa. Diz o mito que a cada sete anos faziam um sacrifício, com uma criança roubada.

                Também existem referências às “flechas dos elfos”, que estes atirariam ou fincariam no corpo dos inimigos incautos. Se atiradas não havia recuperação, sendo que se atingisse o coração a morte era imediata; mas se fincadas podiam ser curadas dois dias depois.

                A relação entre as bruxas e as fadas tem-se vindo a perder nos tempos modernos, mas é certamente um dos aspectos mais interessantes da bruxaria primitiva.

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