Os Ritos de Sabbath (II)

Sacrifícios das Bruxas

                Continuando a narrativa que deixámos na semana passada, vamos falar um pouco dos ritos sacramentais do Sabbath.

                Para começar, falemos das Velas. Estas eram sempre parte de um ritual: eram realizados à noite e estas eram fonte de iluminação. Havia uma luz do espírito, trazida na cabeça pelo demónio, mas também o chão era iluminado. Segurar esta luz era uma honra para as bruxas. Se a vela do demónio era branca, as das bruxas eram pretas.

                Era realizado um Sacramento, isto é, uma espécie de missa celebrada entre os seguidores. Nesta “missa” eram consagrados e apresentados os sacrifícios. Curiosamente, em anos mais tardios, esta cerimónia era semelhante à realizada nas igrejas cristãs.

                Mas que Sacrifícios eram estes? É nesta parte que penetramos nos aspectos mais desagradáveis das religiões panteístas primitivas. Havia quatro tipos principais de Sacrifício:

  • Sacrifício do Sangue: feita para admissão de neófitos, com assinaturas de um pacto. Era dado sangue para que o demónio provasse ou bebesse.
  • Sacrifício de Animais: cães, gatos, galinhas… Formas em que o demónio aparecia eram os animais predilectos. Eram sacrificados tanto para pedir ajuda como por agradecimento. Exemplos de rituais com animais eram enterrar um animal vivo para a cura de doenças de animais de quinta ou atirar um gato vivo ao mar para criar tempestades.
  • Sacrifício de Crianças: sempre crianças não-baptizadas, quer fossem filhos de bruxas ou crianças abduzidas. Eram queimadas em sacrifício depois de uma occisão rápida com uma agulha no cérebro ou envenenamento. Felizmente, este tipo de sacrifício era bastante incomum. Mais comum era o oferecimento do corpo de uma criança morta por qualquer outra razão, enterrando-o em sacrifício.
  • Sacrifício do deus: este tipo de sacrifício surge nos séculos XVI e XVII e havia um sacrifício do deus da fertilidade. Um animal substituto deste deus era queimado e as cinzas utilizadas em rito. Por vezes, um voluntário servia de vítima humana substituta. Era uma autodevoção à morte, em que havia uma transferência temporária de poder para o substituto.

                E assim concluímos uma exposição sobre os antigos ritos de Sabbath. Parece uma festa divertida, não?

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