A Organização Tradicional das Bruxas

Coven

                Quando falamos de bruxaria tradicional, que vem sido modernizada através das práticas de Wicca, falamos de uma organização sólida, bastante rígida. Estava organizada por distritos e era liderada por um oficial, vulgo “o demónio”. Este era o chefe ou responsável supremo e abaixo dele existiam outros (um ou mais) oficiais nomeados por este. Podiam ser homens ou mulheres e as suas tarefas incluíam organizar as reuniões, despachar advertências, manter registos, o maneio dos negócios da comunidade e apresentação de novos membros.

                Durante os Esbats estes oficiais podiam substituir o Grande Mestre Demónio, que aparecia em representação do seu coven nos Sabbaths. Este chefe celebrava a missa ou sacramento e era quase sempre o líder da dança. Tendo em conta a importância do ritmo, que vimos anteriormente, normalmente era uma pessoa activa e jovem. Nos séculos XVI e XVII há referência a uma “Rainha do Sabbath”, que anteriormente seria a chefe principal (ou “demónio”).

                Coven é um termo originário da palavra convene (reunião) e simbolizava uma associação ou companhia estabelecida para a prática dos rituais e cerimónias da religião. Envolvia uma espécie de sacerdócio e eram governados por um oficial sob o comando do Grande Mestre. Nos seus Esbats semanais havia um número fixo de elementos que realizavam os ritos do culto: 12 bruxos ou bruxas e o oficial, perfazendo o total de 13 pessoas. Estes ritos eram públicos e havia um livro de registos, que ficava em poder do “demónio”, com um arquivo de feitiços, como por exemplo para cura e destruição ou descrições de pós e raízes.

                Havia um sistema de recompensas e castigos, em que o chefe era responsabilizado pelos procedimentos dos outros. Nas celebrações existiria uma espécie de confissão: cada membro contaria os artifícios realizados nessa semana. Se fosse necessário um castigo, este era normalmente por espancamento. Já as recompensas podiam ser dançar primeiro com o “demónio”. Se, por exemplo, o acusado se negava a fazer a magia correctamente, as bruxas podiam manter a disciplina entre elas. Existia também pena de morte, para traidores. Ocorria por espancamento, enforcamento ou envenenamento.

                Assim, a comunidade das bruxas, ou coven, tinha uma certa organização concreta, obedecendo sempre a um chefe máximo. Muito semelhante às religiões de hoje em dia, não vos parece?

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