O Início do Fim do Verão

Fim do Verão

                Sucede-se Lammas e logo virá Mabon, com as suas colheitas de feno e trigo, com os últimos animais que se oferecem como alimento, para nós, para os deuses, para a terra.

A terra sorve o sangue e a terra recebe os últimos dias longos, cada planta aproveitando os raios de sol puro. Antes que sequem, ainda há muito para fazer, muito para colher, muito para viver.

Esta Roda do Ano atípica, em que não celebrámos em conjunto, começa a aproximar-se da sua recta final e, de certa forma, isso deixa-me um pouco triste. Em breve já não andaremos descalços na praia e em breve já não estaremos com as costas sobre a relva fresca. Os ventos começam a levantar-se e há uma premonição de tempestade no ar. O calor ainda se esforça por penetrar a nossa pele, mas ele próprio sabe que está perto do fim.

“Estou perto do fim”, diz o grande deus-veado que carrega o sol nas suas hastes.

“Até já.”

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