O Deus Pagão – Enquanto Animal

Demónio Búlgaro

                Dizia-se que o tal demónio, que eu encaro como líder da comunidade, se podia disfarçar sob diversas formas. Entre estas, o disfarce como animal era especialmente condenado pelos católicos de então. Este disfarce pode ser encarado como um ritual para a fertilidade do gado: representa o animal sagrado enquanto alimento.

Se a sua cor era normalmente preta, podia aparecer disfarçado como vários animais, nomeadamente o touro, o gato, o cão, o cavalo e, em França, como bode ou carneiro. Não há relatos da figura do porco e nunca aparecia como lebre, sapo, raposa ou burro. Estas eram formas tomadas pelas bruxas propriamente ditas, de forma a acelerar o seu transporte e manterem o segredo.

Estas representações seriam feitas através de máscaras, por vezes com duas faces (cara e nuca). As bruxas também tomavam peles de animais como os seus disfarces para os rituais de sabbath.

Curiosamente, existem referências comuns aos atributos físicos do demónio: uma voz aguda e abafada, temperatura fria e consistência dura. Isto é compatível com a ideia de que o demónio, a pessoa, se substituiria como objecto – muitas vezes de cariz sexual – durante os rituais.

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