As Melhores Leituras do Ano

As Melhores Leituras do Ano

               Chegados ao ano novo, é também importante olhar para trás e ver o que houve de melhor e de pior. Neste caso, vou falar do melhor: as melhores leituras do ano 2019!

                Este ano li 81 livros, dos quais 21 de autores portugueses e 9 de banda desenhada (ocidental e manga). Estão aqui, então, os melhores de cada mês:

Ler com Gatos

Os Cães Ladram Facas, foi uma colectânea de poesia de Charles Bukowski. Anter

iormente já tinha lido alguma da sua prosa, que não me tinha impressionado, mas estes poemas tocaram-me de certa forma. Bukowski fala neles da violência da indiferença e da solidão. São poemas simples e directos, mas que me atingiram profundamente.

                Margarita e o Mestre, de Mikhail Bulgákov, é um clássico que reli e que, mais uma vez, me impressionou imenso. Com passagens de grande beleza, é um livro que tanto fala da verdadeira bruxaria como da situação política da época. É uma das minhas grandes influências literárias e foi um prazer relê-lo!

                Em Março li o gigantesco Manual Para Mulheres da Limpeza, de Lucia Berlin, uma autora americana que não conhecia mas de que fiquei a gostar muito. São contos, alguns bastante curtos, que falam sobre momentos da vida da autora, momentos que a impressionaram de certa maneira. Sendo que esta mulher foi senhora dos sete ofícios, cada conto tem uma originalidade própria e remete-nos a uma américa de esquecimento e pobreza.

                Segu, de Maryse Condé, foi outra agradável surpresa. Este épico africano, que fala sobre a criação e evolução da cidade de Segou e seus habitantes, mostrou-me muitas coisas para mim desconhecidas, sobre a forma de viver das tribos africanas e as suas crenças e magias. Foi um épico, mas muito interessante!

                Muitos destes livros foram recebidos através do BookCrossing. A Cosmética do Inimigo foi um dos que me marcou. Por Amélie Nothomb, foi um livro que li a velocidade vertiginosa e que me agarrou do início ao fim. É um livro bizarro, muito estranho e também muito engraçado. Estou cada vez mais a ficar fã desta autora…

                Um dos livros mais importantes que li este ano foi Gargantua e Pantagruel, o clássico da literatura francesa, de François Rabelais. Apesar de ser uma leitura um pouco complexa, devido à linguagem utilizada (afinal, o livro é do século XVI), foi também um dos livros mais hilariantes que alguma vez li. Recomendo a toda a gente!

Ler com Companhia

                A Selva, de Ferreira de Castro, foi talvez o meu livro preferido do ano. As paisagens luxuriantes e selvagens da Amazónia, contrapostas com a miséria humana. A selva que consome as vidas dos homens que lá tentam viver, implacável e sem escrúpulos. Uma leitura fascinante que espero que todos tenham a oportunidade de experimentar.

                Em Agosto, destaco O Meu Nome é Lucy Barton, por Elizabeth Strout. É um livro que se lê como uma brisa, apesar do tema um pouco triste, o das revelações finais entre mãe e filha e da forma como os seus passados se voltam a encontrar numa conversa que tem tudo para ser desagradável.

                Existe mais poesia nesta minha lista anual, com An Electric Sheep Jumps to the Greener Pasture, de Tyler Atwood. Acho que foi o livro de poesia mais recente que alguma vez li, e tem o melhor que este género nos pode oferecer nos tempos modernos. Com referências aos nossos momentos comuns do dia a dia, foram poemas que me chegaram profundamente e me transmitiram todo um estado de espírito.

                Um dos melhores livros do ano também é português, e obtive-o depois da minha experiência na editora Abysmo, na Feira do Livro de Lisboa. Trata-se de Autismo, de Valério Romão, um romance que é uma análise familiar e, em mais detalhe, um desfazer de realidades.

                Talvez a maior surpresa do ano tenha sido Mundos Sem Fim, de Clifford D. Simak. Recebi este alfarrábio numa caixa surpresa da Editora Imaginauta e adorei-o! Contos de ficção científica, mas com um lado humano muito patente e imagens de uma grande beleza. Espero poder partilhá-lo para mais gente o poder ler!

                Para finalizar, mais um português. Casos de Direito Galáctico, de Mário-Henrique Leiria, é um clássico do surrealismo nacional e trata-se de uma edição fascinante, com poesia, contos, fotografia e estranhas ilustrações. As histórias são hilariantes e cheias de um sarcasmo maldizente que é quase amoroso.

                Estas foram as minhas leituras preferidas de 2019! Quem sabe o que 2020 nos reserva? Quais as vossas expectativas?

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