Introdução ao Culto das Bruxas

Introdução à Bruxaria

Estética da Bruxa

Hoje celebra-se o Dia do Oculto, portanto achei adequado partilhar convosco os primeiros resultados da minha pesquisa sobre o Culto das Bruxas na Europa Ocidental, parte de um projecto literário que será revelado a seu tempo (e a pouco e pouco).

Quis pesquisar sobre bruxas porque a minha personagem principal é uma bruxa. Não tem nome ainda, mas sei dela que controla as plantas. Por isso, quis estudar as tradições dessas verdadeiras bruxas que viveram no passado do nosso continente.

Para começar, a história da bruxaria está permanentemente associada à ideia de que existe um “demónio”. Ora, no neo-paganismo não cremos em instâncias associadas a forças do mal que resistem contra um deus único. No entanto, possivelmente devido à ignorância da época, histeria colectiva, alucinações (possivelmente causadas por digitálicos?) e auto-sugestão, a figura do líder dos cultos era chamada de “Demónio” e associada à sua imagem.

Ainda assim, tratando-se de um culto pré-cristão, a ideia de uma força do mal contra o deus cristão parece não fazer muito sentido. Digamos que era uma força sobrenatural em que o antigo se opunha ao novo e, por isso, era associado ao emanar do mal.

Podemos distinguir, nisto, dois tipos de bruxaria: a bruxaria activa é aquela herança comum de toda a humanidade, a dos encantos e magias, a canja de galinha com a oração que fazemos para os nossos doentes constipados. Já a bruxaria cerimonial é então o culto diânico, com um deus antropomórfico e teriomórfico. São resquícios de um menor estágio da agricultura, em que a forma anima, é anterior à humana. Também a metamorfose em animal é precedida do culto ao animal, sendo a sua maior representação o facto de se utilizarem peles ou atributos do animal nos eventos religiosos.

Culto do Animal

Também o calendário é anterior ao da agricultura. Estabelece-se pelos momentos anteriores ao eclipse solar de cada ano, simbolizando com isso os ciclos éstricos e reprodutivos das pessoas e dos animais, celebrando-os e motivando-os. A maior parte dos rituais eram de fertilidade e raramente beneficiavam as colheitas. Promoviam, em vez disso, o número de animais, isto é, a riqueza do alimento. Por isso a bruxaria está também associada a uma série de ritos sexuais, que muito ficaram esquecidos nas vertentes neo do paganismo moderno.

Sinto que, enquanto pessoa que trabalha com animais, que este tipo de ritualidade se conjuga muito bem com a minha visão da vida. Vou continuar a partilhar convosco as minhas descobertas nos meus estudos e ficaremos a conhecer um pouco mais sobre este culto.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s